O Divisor de Águas de 2026: Do Operacional ao Legado de Estado

Foto: Divulgação
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A Bahia e seus municípios encontram-se em uma encruzilhada histórica. Enquanto a tecnologia — drones, reconhecimento facial e bodycams — brilha nas ruas, o verdadeiro desafio do gestor público em 2026 não será apenas a operação desses equipamentos, mas a capacidade de provar sua eficácia.

O cenário político que se desenha para as próximas eleições de Governador e Senador não perdoará o “amadorismo tecnológico” ou a gestão baseada no “eu acho”. Em um contexto de avanço das facções criminosas e clamor social por segurança, o eleitor de 2026 buscará resultados mensuráveis, não apenas promessas de compra de viaturas ou softwares.

O gestor visionário é aquele que compreende que o seu maior legado não é o ferro ou o silício, mas a institucionalização da cultura avaliativa. Ao criar uma estrutura de inteligência que audita, mede e corrige rotas com base em evidências científicas, o gestor blinda sua administração contra críticas vazias e oferece à sociedade uma prestação de contas irrefutável.

Não se trata mais de uma teoria acadêmica. O Projeto Estratégico de Institucionalização da Célula de Inteligência Avaliativa já possui a expertise necessária, consolidada na pesquisa e na obra “Avaliação do Projeto Vídeo-Polícia Expansão”.

• Independência ideológica: este projeto transcende siglas e polarizações. Ele serve ao Estado e ao Município, garantindo que o investimento público em segurança pública seja otimizado e transparente.

• Diferencial eleitoral: em uma disputa acirrada, o candidato que apresentar um sistema de governança capaz de transformar dados brutos em decisões políticas soberanas terá em mãos o maior trunfo de credibilidade perante a opinião pública.

O salto final da segurança pública baiana está pronto. A pergunta que fica para os atuais prefeitos, secretários e para o Governador é: quem terá a coragem política de reivindicar este legado de inovação e ciência antes que 2026 bata à porta?

Segurança Pública na Bahia: O que vem depois da revolução tecnológica?

A Bahia hoje é um laboratório vivo de inovação. Quem circula pelo estado já percebe a presença de diversas tecnologias e inovações sendo implementadas e aprimoradas em prol do bem comum e da paz social. Mas, para além da utilidade e da sofisticação dos equipamentos, uma pergunta fundamental começa a ecoar nos corredores da gestão pública: como saber, com precisão científica, se cada centavo investido está, de fato, transformando a realidade criminal na ponta?

Já se vive a Era da Evidência de Dados. O pioneirismo baiano, que ganhou corpo com a Avaliação Científica do Projeto “Vídeo-Polícia Expansão”, acendeu um alerta para um novo patamar de governança. O livro não foi apenas um registro; foi o diagnóstico de que o estado está pronto para o seu maior salto: a cultura da evidência.

Mas aqui reside o mistério que agita os bastidores da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA): como transformar o imenso volume de dados gerados pela IA preditiva e pelas câmeras em um legado que sobreviva a governos?

Defende-se que o próximo passo desta gestão visionária pode não ser apenas a compra de mais tecnologia, mas sim a criação de um “cérebro avaliativo” interno — uma estrutura dedicada a auditar, medir e potencializar os resultados de cada projeto em andamento.

Avaliar não é apenas fiscalizar; é a blindagem necessária para o policial, é o respeito ao orçamento público e, sobretudo, é a ferramenta que permite ao gestor “corrigir a rota” antes que o problema apareça.

Na última quarta-feira (25/02), materializou-se a cellulamater (“célula original”) deste pensamento. Já que, em uma reunião institucional, o pesquisador e autor do livro, Antonio Luis dos Santos Filho, teve a oportunidade de apresentar os resultados do seu estudo acadêmico no Centro de Operações e Inteligência (COI) e entregar o seu livro “Avaliação do Projeto ‘Vídeo-Polícia Expansão’: A utilização do reconhecimento facial na segurança pública da Bahia” ao Secretário de Segurança Pública do Estado, Marcelo Werner.

Sobre o significado do registro, pensa-se que:

“Este momento representa a consolidação de um ciclo em que a ciência se aplica, na prática, à segurança pública. Entregar o fruto de anos de dedicação acadêmica e profissional diretamente às mãos de quem decide o futuro da segurança em nosso estado é, acima de tudo, um ato de compromisso com a sociedade. Tive a honra de apresentar os resultados da minha pesquisa e entregar meu livro, publicado pela Editora Dialética, ao Secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner.

A reunião transcendeu o protocolo; foi um diálogo de alto nível sobre o futuro da gestão pública, reforçado pela presença de referências como o Cel R1 Mascarenhas e os superintendentes da STELECOM e SGTO, provando que tecnologia e estratégia devem caminhar juntas.”

Já a respeito da relevância da obra no cenário atual se posicionou:


"A obra se torna essencial neste momento ao mergulhar no impacto do videomonitoramento inteligente e do reconhecimento facial, que são os verdadeiros pilares da segurança moderna. Não estamos falando apenas de instalação de câmeras, mas de uma mudança de paradigma baseada em três eixos: a otimização de efetivo, agindo onde o braço humano não alcança sozinho; a eficiência analítica, que transforma dados em decisões rápidas contra a criminalidade; e o legado científico. Como a Bahia já se consolidou como um case nacional, documentar esse processo com rigor é o que permite transformar sucessos pontuais em políticas de Estado perenes e replicáveis."

No que tange à visão de futuro e compromisso, sente-se que: 

"Este trabalho cumpre um papel fundamental ao oferecer o mapa para tornar o que já é bom, ainda melhor. Saio desse encontro com a convicção de que a ciência tem, definitivamente, um lugar cativo na mesa de operações. A segurança pública do futuro é, por definição, preditiva, tecnológica e fundamentada em evidências. Por isso, sigo à inteira disposição para colaborar com as nossas forças de segurança, seja através de consultoria técnica ou do aprofundamento deste debate, visando sempre a inovação constante como norte para a proteção do cidadão."

A Bahia hoje não apenas observa o futuro; ela o operacionaliza. Sob a gestão do Secretário Marcelo Werner, o estado consolidou-se como um laboratório vivo de inovação tecnológica, onde a prática cotidiana se encontra com a vanguarda digital. Nesse cenário de avanços, surge uma reflexão oportuna sobre o próximo passo natural dessa evolução: a maturação institucional de uma cultura voltada à inteligência avaliativa. Mais do que um suporte técnico, a institucionalização de processos de avaliação de políticas públicas apresenta-se como um horizonte promissor para fortalecer, ainda mais, a robustez das decisões estratégicas na segurança pública.

Ao contemplar o que podemos chamar de "Legado da Evidência", vislumbra-se a oportunidade de elevar a gestão pública a um novo patamar de excelência no Brasil. A transição do monitoramento de equipamentos para a fundamentação de uma assessoria de inteligência avaliativa representa um movimento sofisticado de governança. É o passo que permite transformar o potencial tecnológico em uma blindagem técnica duradoura, garantindo que a inovação seja, acima de tudo, um patrimônio sustentável para a sociedade e um modelo de referência para outras gestões que buscam resultados comprovados e perenes.

Em um ano eleitoral de 2026, onde a segurança pública será o fiel da balança, institucionalizar essa "ciência de resultados" é entregar ao povo baiano a prova definitiva de eficiência. O legado de câmeras e drones é importante, mas o legado de uma Cultura Avaliativa é eterno e será, inevitavelmente, o modelo que o Brasil inteiro passará a copiar.

Assim, ao concluir a apresentação, o pesquisador AntonioLuis reforçou que a consolidação da segurança pública como uma política de Estado perene depende, sobretudo, de um olhar estratégico que una o poder público, a academia e a sociedade civil. Para ele, o conhecimento sistematizado em sua obra e a expertise técnica desenvolvida ao longo da pesquisa estão agora à disposição de todos os gestores — sejam eles do âmbito estadual ou municipal — que desejam imprimir um ritmo de inovação, transparência e eficiência em suas administrações.

"Transformar dados em ferramentas reais de proteção ao cidadão é o maior legado de governança que podemos deixar para as próximas gerações", pontuou o autor. Com esse posicionamento, ele estende o debate para além das fronteiras operacionais, convidando estabelecimentos de ensino e gestores com espírito visionário a colaborarem na construção de uma segurança pública cada vez mais inteligente e fundamentada em evidências.

 

Sobre o Autor

Antonio Luis dos Santos Filho é Coronel Veterano do Exército Brasileiro. Possui graduação em Direito (UFC) e Ciências Militares (AMAN). É especialista em Gestão na Administração Pública. Mestre em Direito Constitucional pela UNIFOR. Mestre em Avaliação de Políticas Públicas pela Universidade Federal do Ceará (2024).

 

Links para aquisição da obra – Avaliação do "Vídeo-Polícia: Expansão": A utilização do reconhecimento facial na segurança pública da Bahia, do autorANTONIO LUIS DOS SANTOS FILHO.

Livro Físico: https://loja.editoradialetica.com/humanidades/avaliacao-do-video-policia-expansao-a-utilizacao-do-reconhecimento-facial-na-seguranca-publica-da-bahia?srsltid=AfmBOopm1Hca-A5UfJk9sYTcwT9QzEVCv9tsOaLNXBhxlLON3ia9yt0W

E-Book:https://www.amazon.com.mx/Avalia%C3%A7%C3%A3o-V%C3%ADdeo-Pol%C3%ADcia-utiliza%C3%A7%C3%A3o-reconhecimento-Portuguese-ebook/dp/B0FV93S264

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