PF rejeita proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro; decisão foi comunicada ao STF

Foto: Divulgação
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A Polícia Federal decidiu não dar prosseguimento à proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master. A avaliação dos investigadores é de que as informações fornecidas pelo empresário apresentaram inconsistências quando confrontadas com provas e elementos já reunidos ao longo das investigações. 

Segundo informações divulgadas, a decisão já foi encaminhada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do inquérito que apura supostas fraudes bilionárias contra o Sistema Financeiro Nacional. Apesar da negativa, a possibilidade de futuras negociações não está descartada, caso o banqueiro apresente novos elementos considerados relevantes para o andamento das apurações.  

A Procuradoria-Geral da República (PGR), por sua vez, continua analisando a proposta de colaboração apresentada pela defesa de Vorcaro. A palavra final sobre a eventual homologação de um acordo caberá ao ministro do STF, conforme determina a legislação.  

De acordo com a PF, o conteúdo apresentado pelo ex-banqueiro acrescentaria pouco ao material já obtido durante a Operação Compliance Zero. Investigadores também apontam que informações relevantes teriam sido omitidas, fator que pesou para a rejeição da proposta.  

Daniel Vorcaro foi preso preventivamente no âmbito das investigações relacionadas ao colapso do Banco Master. As apurações tiveram início em 2024, após solicitações do Ministério Público Federal, e envolvem suspeitas de emissão de títulos financeiros sem a devida cobertura, além de outros crimes financeiros investigados pelas autoridades.  

Nos últimos meses, o empresário chegou a firmar termos de confidencialidade com os órgãos responsáveis pelas investigações na tentativa de avançar nas negociações para um acordo de colaboração. Entretanto, a avaliação dos investigadores é de que os depoimentos e documentos apresentados até o momento não trouxeram informações inéditas suficientes para justificar os benefícios previstos em uma delação premiada.  

Caso um novo acordo venha a ser aceito futuramente, ele ainda precisará ser submetido à análise do Supremo Tribunal Federal para eventual homologação.  

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